Quem é Luiz Antônio Guimarães

Publicitário pela ESPM Escola Superior de Propaganda e Marketing (Rio de Janeiro/RJ), com extensão em turismo pela PUC (Rio de Janeiro/RJ) e pós-graduação em Marketing pelo INPG/Instituto Nacional dePós-Graduação (Campinas/SP).
Atuou na J.W.Thompson, atendendo clientes como Souza Cruz, Merk Laboratórios, Cia. Atlântica de Petróleo e Ford e na LVB&A Comunicação, continuou atendendo os mesmos clientes. Artplan - Rio, atendendo clientes como: Banco do Brasil, Casa Garson e Rock'n Rio Festival I. É diretor da Nanquim comunicação, Consultor e Professor, desenvolveu o processo PRO LAG10 - Sistema de criação, Desenvolvimento e Gestão de Marca.

 

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Reputação:  Juventude verde

O Dossiê Universo Jovem MTV que mostra tendências da juventude entre 12 e 30 anos registrou fatos novos e interessantes para os profissionais de marketing. A pesquisa foi realizada pelo Datafolha com 2579 entrevistados, 12 grupos de discussão e 35 entrevistas de profundidade .
O fato relevante é que a moçada está preocupada com o meio ambiente. Cerca de 34% estão preocupados com o aquecimento global, 28% com a escassez de água e 54% deles acham que os nossos governantes não têm se esforçado para garantir o nosso patrimônio ambiental (leia-se desmatamento,queimadas...). Uma grande parcela do público pesquisado está propensa a prestigiar marcas de empresas ambientalmente responsáveis. Sendo assim, a sua empresa deve se preparar para o futuro, já, com um bom programa de RSE Responsabilidade Social Empresarial.

A seguir algumas dicas:

a) comunique resultados, não intenções;
b) conheça e estabeleça objetivos sociais da empresa;
c) priorize a divulgação das ações internamente, com criatividade;
d) provoque integração em torno do projeto;
e) produza conhecimento;
f) mude e alterne os meios de comunicação.

É importante saber qual a motivação da empresa para transmití-la ao seus públicos a começar pelo cliente interno.
Esse caminho, RSE, ainda, não é muito valorizado por grande parte das empresas, mas, sem dúvida, a “Reputação Empresarial” já é um fator relevante nas decisões de negócios. Isso em qualquer lugar do mundo!!!!!
Mãos à obra.
Abraços e bons negócios!

Luiz Antonio Guimarães
Diretor Executivo da Nanquim Comunicação
luizantonio@nanquimgr1000.com.br

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Boca-a- boca (Isso vale ouro)

Bem, primeiro gostaria de desejar aos nossos leitores um feliz 2008. Muita saúde! Fundamental! Aproveito para agradecer as mensagens recebidas.
O boca-a-boca na comunicação e no mundo dos negócios vale ouro, diamante .... enfim vale muito.
Apesar da multiplicação das plataformas de propaganda e comunicação, a esmagadora maioria dos consumidores-pessoas procuram, acreditam na informação de pessoas. Essa informação pesa muito na hora da decisão.
Para os consumidores globais, segundo a Nielsen - Global Online Consumer Study - em pesquisa realizada em 2007, o peso é ainda maior: 78%. Jornais com 63%, revista e sites de marca ficam no empate técnico com cerca de 60% e TV registra 56%. A mensagem de texto por celular é considerada “intromissão” e tem peso de 18% na pesquisa. A pesquisa ouviu 26.486 usuários de Internet em 47 países (Europa, Ásia, Oriente Médio e Américas). O estudo investiga a atitude do consumidor-pessoa com relação a 13 tipos de propaganda. Entre os países que mais confiam em propaganda, o Brasil empata com as Filipinas (67%), seguido do México (66%), África do Sul (64%), os EUA com 55% e nossa vizinha Argentina com 54%. Já o boca-a-boca tem uma média mais alta. O primeiro é Hong Kong (93%), os EUA estão abaixo com 87% e o México com 84%.
É antigo mas vale a pena lembrar: boas notícias viajam a 100 km e as más noticias a 180 km. Saber destacar, dar relevância ao serviço de qualidade é uma “arte”. Isso desde o século XVIII.
Amigos, certas coisas não saem de moda. Se eu fosse você não pagaria pra ver.
Reforçando: feliz 2008!

Luiz Antonio Guimarães
Diretor Executivo da Nanquim Comunicação
luizantonio@nanquimgr1000.com.br

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Cliente organizado

Sábado, 14 de Junho, 2008 em casa, eu e minha esposa. Não saímos, preferimos ler, conversar e tomar um chá. O clima frio era propício. Lá pelas tantas me deparei com um artigo  no Estadão que me chamou a atenção. Vamos refletir juntos!
No Reino Unido, o HSBC resolveu oferecer conta bancária sem juros no cheque especial para universitários e recém-formados de algumas universidades.
Dois meses depois, o banco mudou de idéia, suspendeu os serviços, através de um comunicado.
Essa mudança gerou um movimento deste público no site de relacionamento “facebook”. Os estudantes, através do site, organizaram um  protesto pacífico na frente do banco, em Londres. O grupo fazia previsões de umas 150 pessoas .
Porém, o protesto não aconteceu. O banco voltou atrás. Um executivo do banco, tentando minimizar o ato disse: ”Não somos grandes demais para deixar nossos clientes “ .
Mas, vamos entender melhor a atitude do banco. Tudo isso tem um tempero diferente neste caldo.
O professor Clay Shisk, da Unversidade de NY, aponta: “não foi o descontentamento dos clientes que fez o gigante HSBC mudar de idéia, mas o movimento de clientes descontentes e organizados. Sob a ótica de Marketing e Comunicação o banco agiu bem, e, rápido.
Se acontecesse o movimento, a manifestação, mesmo pacífica, em frente ao Banco teríamos um cenário com fatos concretos, ou seja, que chamaria atenção da imprensa, do público passante....A repercussão do ato traria novos atores, fotográfos, repórteres, TV e blogueiros. Poderia acontecer outra manifestação, também,  pacífica, mas com maiores repercussões. Imagine que alguém no banco questionaria de quem foi a idéia?
A organização começou, então, a gastar tempo de executivos e desgastes de imagem. Enfim, para simplificarmos, não importa o tamanho da organização. O consumidor organizado pode conseguir muito! O que permite isso é a Internet pela sua capilaridade, acessibilidade e rapidez.
Até o advento da Internet, um acontecimento como esse morreria no planejamento pelo fator temporal. Hoje não!!
Para refletir: precisamos ficar atentos aos novos cenários sem esquecer o mundo velho.
Eu entendo que é complexo, mas temos que fazer, nos esforçar, para fazer a nossa parte.
O tempo é a moeda da vez, mas o conhecimento e habilidades também são moedas importantes que compõem um cesta básica de conduta que gera “boa reputação”.

Luiz Antonio Guimarães
Diretor Executivo da Nanquim Comunicação
luizantonio@nanquimgr1000.com.br

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Declare o seu posicionamento!

Alguns especialistas de mercado não aprovam o posicionamento de produtos no mercado. Eu, particularmente, aprovo. Vejamos cada produto, serviço ou idéia (incluindo políticos, pessoas públicas) ocupa um espaço em nosso coração e em nossa mente. Este local chamamos de “nicho propício” e tem uma hierarquia, primeiro eu, depois você, e, depois.... mas para se posicionar é preciso declarar seu posicionamento. A declaração é dirigida aos seus diferentes públicos, mas, potencialmente, ao externo. Eu, como consumidor preciso ter essa informação.
Quando você pensa na TAM, do que você se lembra? Tapete vermelho, atendimento diferenciado. Já a Gol, lembra custo menor (pode até não ser na prática), mas é o que ela passou ao seu público. Ela, Gol, se posicionou assim. Se vai manter é outro problema. Outro exemplo é a marca Volvo. O que ela transmite? Qualidade e segurança. A Intermodal-Feira, por exemplo é a maior feira de logística do Brasil, e, é assim que la se posiciona. A promessa do posicionamento tem que ser bem feita. Do planejamento à ação. A comunicação, o mix de marketing, tem um trabalho fundamental neste processo. Não é um processo rápido. É gradual e constante.O posicionamento procura dar alguma característica diferente de seu produto perante seu concorrente. Estar atento às tendências é importante. Pensemos na importância das embalagens para consumidores conscientes. Se você é uma loja de presentes pode usar esse apelo como diferencial, ter um re-posicionamento usando embalagens recicláveis, uniformes de algodão, etc. Esse é um tema vasto e de grande importância para a vida de seu produto. Pena que pensemos tão pouco nele. Pena que poucas empresas tenham profissionais pensando e trabalhando nisto. Pois é, no futuro bem próximo, esse trabalho fará um diferença enorme.
Bom trabalho e a gente se vê no Logisvale. Logisvale: 7 anos promovendo o desenvolvimento do Comércio Exterior do Vale do Paraíba. Se posicionou. A afirmação é individual. Em termos de competição ele: Promove o Comércio Exterior no Vale. É um agente promotor, agregador, divulgador. Passa também a imagem de credibilidade pelo tempo de vida.

Luiz Antonio Guimarães
Diretor Executivo da Nanquim Comunicação
luizantonio@nanquimgr1000.com.br

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Eu, você e a internet

A Nanquim publica a Revista Cargo News, que passa a ser também  Editora Cargo News. O foco das publicações será o setor de Logística e Comex, além disso o site vai se transformar em um PORTAL, com mais conteúdo, mais rapidez e mais abrangência. Ah! E vamos ter os blogs. Estamos investindo nisto.
Mas, por que eu, você e a Internet? Bem, minha preocupação cresce todos os dias com as ações de nossa empresa e de nossos clientes, se estamos monitorando, conversando, para saber o que estão falando da gente. Hoje, não tenho dúvidas de que devemos fazer isso. Sabemos o que é um blog e um ­Website. Um Website é criado e mantido por pessoas apaixonadas por determinado assunto, segundo David Scott em seu livro “As novas regras das Relações Públicas”.  
Como profissionais de comunicação temos  a missão de procurar entender essas novas vozes. Ainda, segundo Scott, são apenas 20% das empresas que monitoram  a blogosfera, reagem e aproveitam deste processo. Comece hoje. Isso mesmo, comece hoje a pensar e agir neste sentido.
Mas, não esqueça que estamos no mundo das convergências, onde as mídias se comunicam. Então, abra o foco!
Vamos em frente. Escrevam-me sobre as novidades.
Um bom mês para todos.

Luiz Antonio Guimarães
Diretor Executivo da Nanquim Comunicação
luizantonio@nanquimgr1000.com.br

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Expor ou não expor eis a questão

O mercado de eventos tem crescido muito ultimamente. Realmente uma nova arma de marketing.
Tão importante que já tem um “apelido”: Marketing de Relacionamento.
A feira é apenas uma das ferramentas deste novo e importante vetor do marketing. Avaliações estão sendo feitas de forma empírica por vários expositores e patrocinadores de feiras e eventos.
Existem retornos tangíveis e intangíveis neste tipo de ação.
Mas vamos lembrar alguns fatores e atitudes que podemos transformar até um bom evento num excelente evento. Expor em feira, mostras, etc. é ação de marketing que tem uma boa relação custo x benefício; o visitante tem mais tempo e disponibilidade e outro ponto importante. Um fator de grande relevância nos novos tempos são as oportunidades de parcerias, alianças e acordos operacionais. Até com quem julgamos ser concorrentes; trocar informações e atualização. Mas vamos ao mais importante: viva a feira, viva o evento. Prepare sua equipe, motive sua equipe, faça convites personalizados, marque encontros, almoços e jantares no evento. Divulgue o evento no seu site, no seu informativo, envie e-mails. É sempre bom lembrar que você e sua empresa  fazem parte do evento.
Sua assessoria de imprensa pode preparar pequenas notas para divulgação. Mostre sua empresa integrada com o meio.
O evento tem 3 fases: pré-evento, trans-evento e pós-evento, todas são importantes e devemos dedicar um pouco do nosso tempo. O pós-evento continua sendo o menos trabalhado. Nesta fase, faça um esforço, divulgue sua participação internamente, no seu site, para sua equipe, faça uma memória com fotos e imagens. Registre uma visita e envie com um cartão pessoal. Se seu convidado não foi, escreva e diga que sentiu falta dele, que ele perdeu oportunidade de ver x, falar y, etc. Nos relatórios de avaliações, dê sua opinião, faça sugestões, enfim, o evento também é seu. No fim, veremos todos, vale a pena usar essa ferramenta de marketing . É essencial!
Bons eventos e bons negócios!

Luiz Antonio Guimarães
Diretor Executivo da Nanquim Comunicação
luizantonio@nanquimgr1000.com.br

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Parecer verde. Isso pode ser um grande risco.

O parecer verde de hoje me faz lembrar o boom da Internet. As empresas corriam e criavam qualquer coisa para estar presente na maior novidade do século. Nós temos um “site”, todo mundo falava orgulhoso. Estamos percebendo é uma grande distância entre o discurso e ação. Pequenas ações podem ter grandes significados, veja: feriado de Páscoa eu passava com a família  no Guarujá. Numa das caminhadas matinais fui abordado, com educação, por  um salva-vidas que me perguntou se tínhamos criança na praia. Respondi que sim, três sobrinhos. Ele gentilmente me entregou uma pulseira cor laranja com espaço para nome, telefone e endereço do portador. Neste caso a criança. Ele reforçou dizendo que esse objeto pode salvar vidas e evitar transtornos para família. Agradeci e entreguei às respectivas mães que em seguida colocaram nos braços das crianças. Passados alguns minutos uma delas comentou que a pulseira era uma idéia muito boa e muito simpática da Mantecorp. Um laboratório que produz medicamentos, como o Coristina e o famoso bronzeador Coppertone.
Quanto vale aquela ação? Qual a lembrança da mãe com aquela ação? Por quanto ela vai multiplicar? Em qualquer das respostas  será sempre “positiva”. Não é ação verde, ecológica, mas é uma ação de marketing. Podemos chamar de marketing da vida. Para você empresário um conselho: resista as pressões para fazer qualquer coisa, faça primeiro e depois divulgue, não tente parecer nunca, seja!, comunique com clareza as intenções e resultados.
Responsabilidade Social Empresarial, é um pouco além de parecer verde. Um bom mês a todos.

Luiz Antonio Guimarães
Diretor Executivo da Nanquim Comunicação
luizantonio@nanquimgr1000.com.br

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Palavra e Ação
Odete Maria da Cunha Balduíno

“Não mais enganado pela percepção sensível (as sombras), o filósofo enxerga a verdade".
Platão

"Reputação: a imagem além da imagem" assusta. Ou seja, sabemos que hoje existe uma vontade crescente de aproximação e compreensão da filosofia, mas, pela sua complexidade, existe, em paralelo, um sentimento de rejeição ou temor. Como pensou Sócrates, "a filosofia é mais complicada do que a obstetrícia. De fato, pensar pode gerar tanto o verdadeiro (a vida) quanto o falso". "0 filósofo, assim como a parteira, é estéril (de sabedoria): não possui nenhuma verdade", O problema é que a filosofia é fascinante, mas como apreendê-la e transformá-la em prática?

"Reputação", de Francisco Viana. aponta caminhos. Recorro novamente a Sócrates: "A filosofia não ensina a verdade, mas ajuda o indivíduo a descobri-Ia". Viana traça uma autêntica antologia, sem se ater a ordem cronológica, porém, com ênfase aos alicerces de antigos pensamentos que cada dia se revelam mais atuais. Traz à luz desde Tales, passando por Pitágoras, Protágoras, Zenão, que, junto com Parmênides, foram os primeiros a sustentar a superioridade da interpretação racional do mundo e a negar a veracidade da percepção sensível, ou seja, a contraposição entre a  verdade (alétheia) e a opinião (doxa),  temantagonismo clássico do pensamento ocidental. O que é para nós hoje de fato importante? O que é, ou o que parece ser? O que nós comunicadores embalamos e tornamos público como verdade? O que é a imagem para além da imagem? Doxa ou alétheia?

Uma outra questão que fascina em Parmênides está assim sintetizada: "O ser é, e o não ser não é". Somente o ser pode ser, pensado. É a idéia da verdade? Viana nos leva a conversar com Epiciteto, Epicuro, Cícero, Confúcio, Sócrates. "Conhecemos a nós mesmos observando a nossa parte melhor, assim como podemos observar a nossa imagem refletida na pupila de um outro homem". E assim, nessa viagem não-midiática do tempo, nos leva a Platão, aos estóicos (Zenão de Cítio, Sêneca e Marco Aurélio), e, de repente, estamos na modernidade, ou quase modernidade. Nietzsche, Bertrand Russel, Kant, Schopenhauer, Marx, Regel. E o que eles dizem? Talvez componham uma trilha sonora indispensável para compreensão dos impasses da comunicação em tempos de tantas mudanças, de tantas
certezas ruindo, de tantos enlaces-desenlaces entre o fato e o discurso, a palavra e a ação. O medo de encarar a realidade, sugiro a todos, deve ser vencido e, mais do que isso, superado. A leitura do livro muitas vezes vai nos remeter para um sentimento um tanto épico da nossa profissão, ou de qualquer outra, com toda a gama de sentimentos e emoções presentes em cada célula, um cada pequeno cosmos da corrente sangüínea de cada desafio.

Resumindo tudo, o que eu quero dizer em uma única frase é: o texto é adorável.
Boa leitura!

Odete Maria da Cunha Balduíno presta assistência ao diretor-presidente da Eletronorte, Centrais Elétricas do Norte do Brasil, nos assuntos relativos à Comunicação Empresarial. É integrante da primeira turma do Curso Internacional  de Comunicação Empresarial ABERJE e Syracuse University.

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